Emater aponta revisão nas expectativas de rendimento e qualidade; condições climáticas influenciam o desenvolvimento das lavouras
A safra de trigo de 2026 avança no Rio Grande do Sul em meio à preocupação com a produtividade e a qualidade dos grãos. Na região de Ibirubá, as condições climáticas ao longo do ciclo influenciaram o desenvolvimento das lavouras e levaram à revisão das expectativas para a cultura.
De acordo com o levantamento da Emater/RS-Ascar divulgado em 22 de outubro, a colheita ainda não havia começado em Ibirubá, e as expectativas de rendimento e qualidade no município haviam sido revisadas para baixo. A situação pode ter mudado desde então, conforme o avanço dos trabalhos nas propriedades.
Na área de abrangência do escritório regional da Emater em Ijuí, que inclui Ibirubá e outros 43 municípios, a colheita se aproximava de 10% em 21 de outubro. Nas primeiras lavouras colhidas, o rendimento médio regional era de 36,6 sacas por hectare. Esse resultado representa as áreas já colhidas na região e não uma média específica de Ibirubá.
Em todo o Rio Grande do Sul, a Emater estima uma produção de 2,16 milhões de toneladas de trigo, redução de 37,48% em relação ao volume colhido em 2025. A área cultivada também diminuiu, passando de aproximadamente 1,16 milhão para 763 mil hectares. A projeção poderá ser atualizada conforme o avanço da colheita.
O excesso de umidade e a baixa luminosidade durante parte do ciclo estão entre os fatores que afetaram as lavouras e favoreceram a ocorrência de doenças. Nesta etapa, o acompanhamento das condições das plantas, da umidade e da qualidade dos grãos é importante para orientar as decisões de colheita e comercialização.
