O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027, que disponibilizará R$ 525,1 bilhões para financiar médios e grandes produtores rurais em todo o país. O programa entra em vigor em 1º de julho e seguirá válido até 30 de junho de 2027. O volume de recursos representa um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior, sendo R$ 414,7 bilhões destinados às operações de custeio e comercialização e R$ 110,3 bilhões para investimentos.
Entre as principais novidades está a mudança nas regras do crédito rural. A partir desta safra, financiamentos com recursos subsidiados não poderão ser utilizados por empreendimentos que envolvam a supressão de vegetação nativa. Além disso, os contratos deverão informar a origem dos recursos utilizados nas operações, ampliando a transparência do sistema de crédito.
Mesmo diante do cenário de juros elevados, o governo manteve taxas subsidiadas para diversas linhas de financiamento, buscando garantir o acesso dos produtores aos recursos necessários para a produção. O Plano Safra também foi impactado pelas renegociações de dívidas rurais, que utilizam a mesma fonte de recursos destinada ao crédito agrícola.
Durante o lançamento, também foi anunciada a criação de um grupo de trabalho para coordenar ações voltadas aos impactos do fenômeno El Niño sobre a agropecuária brasileira. A iniciativa reunirá órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Embrapa e o Ministério do Meio Ambiente para monitorar os efeitos climáticos e desenvolver estratégias de apoio ao setor produtivo.
