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Cruz Alta sedia Abertura Oficial da Colheita do Trigo no Estado do Rio Grande do Sul

Editora da Revista Viral
Apresentadora do Programa Em Foco na Rádio CBS FM e integrante da equipe de jornalismo da Rádio.
Assessora de comunicação da Coopeagri
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Cruz Alta foi palco, na manhã desta quinta-feira (22), da Abertura Oficial da Colheita do Trigo no Estado do Rio Grande do Sul, evento que celebra a força da triticultura gaúcha e reconhece a importância da produção de trigo para o desenvolvimento econômico e agrícola do Estado. A cerimônia foi realizada na Fazenda Santa Terezinha, localizada às margens da BR-158. O evento reuniu autoridades, lideranças, entidades e representantes do setor agrícola para marcar oficialmente o início da colheita do cereal, destacando a relevância da cultura do trigo para o agronegócio gaúcho, a geração de renda e o fortalecimento das cadeias produtivas ligadas ao campo.


Para a prefeita de Cruz Alta, Paula Rubin Facco Librelotto, a abertura oficial da colheita reforça o protagonismo agrícola do município, trazendo uma importante reflexão para as dificuldades enfrentadas pelos homens e mulheres do campo. “Quem vive da agricultura sabe das dificuldades enfrentadas a cada safra. A estiagem compromete a produção, as fortes chuvas trazem novos prejuízos e, muitas vezes, o preço dos cereais não corresponde ao investimento e ao trabalho realizado pelo produtor. Por isso, precisamos avançar na construção de políticas permanentes para a agricultura, com seguro agrícola que ofereça proteção efetiva, preço mínimo que dê sustentação à produção e instrumentos que garantam mais segurança diante dos riscos climáticos e de mercado. A agricultura precisa ser uma política de Estado, não apenas de governo. Porque, quando o produtor enfrenta dificuldades, os reflexos chegam a toda a economia, especialmente em municípios como Cruz Alta, que têm no agronegócio uma parte importante de sua força econômica”, destacou.

O deputado estadual Rafael Braga Librelotto reforçou a importância da agricultura para o desenvolvimento do Brasil e destacou a necessidade de políticas públicas permanentes para proteger quem produz. Também ressaltou sua atuação ao lado dos agricultores na luta pela securitização das dívidas rurais, buscando alternativas para que os produtores possam enfrentar as dificuldades financeiras e seguir produzindo. “A agricultura precisa de políticas de Estado, não de governo. O produtor rural enfrenta a estiagem, as fortes chuvas, a instabilidade dos preços dos cereais e, muitas vezes, dificuldades para honrar os compromissos financeiros. Estive ao lado dos agricultores na luta pela securitização das dívidas, porque conheço a realidade de quem trabalha, investe e assume os riscos de cada safra. Precisamos avançar no preço mínimo, no seguro agrícola e em mecanismos que garantam condições para o produtor reorganizar suas dívidas e continuar produzindo. Defender a agricultura é defender quem coloca o alimento na mesa dos brasileiros e sustenta uma parte fundamental da economia do nosso Estado”, destacou.

Abertura Oficial da Colheita:

Com tradição na produção agrícola, Cruz Alta ocupa posição de destaque na triticultura estadual. Além de simbolizar o início de uma etapa importante do calendário agrícola, a abertura oficial também valoriza o trabalho dos agricultores, que enfrentam desafios relacionados às condições climáticas, aos custos de produção e às oscilações do mercado, mantendo a dedicação à atividade e ao abastecimento.

Realizada desde 2013, a cerimônia integra o Calendário Oficial de Eventos do Rio Grande do Sul e se consolidou como um momento de valorização da cadeia produtiva do trigo, promovendo o encontro entre produtores, representantes de instituições e lideranças ligadas ao agronegócio. De acordo com os dados de área plantada de 2026, o município ocupa a segunda posição entre os municípios gaúchos com maior área cultivada de trigo, atrás apenas de Palmeira das Missões. A região tem papel relevante na produção do cereal, matéria-prima essencial para a indústria moageira e para a cadeia de alimentos.

Representando o Governo do Estado, o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, ressaltou a contribuição dos produtores e de toda a cadeia produtiva para o desenvolvimento do Estado. “Realizar aqui a abertura da colheita é uma forma de reconhecer a contribuição dos produtores e de toda a cadeia do trigo para a economia do Rio Grande do Sul. É também uma oportunidade de valorizar o trabalho realizado no campo e de acompanhar as perspectivas da cultura, considerando as condições climáticas e os custos de produção”, afirmou.

Em seu pronunciamento, o presidente da XIX Feira Nacional do Trigo (Fenatrigo), Gustavo Jung Bilibio, destacou a importância do cereal para o agronegócio e a economia regional, agradeceu aos envolvidos na realização da Abertura Oficial da Colheita do Trigo e anunciou as datas da próxima edição da feira. “Quero agradecer especialmente à Sementes Aurora, à família De Bortoli e a todos os patrocinadores e apoiadores que tornaram possível a realização desta Abertura Oficial da Colheita do Trigo. Este momento valoriza o trabalho dos produtores rurais e a importância do trigo para a nossa economia, para a produção de alimentos e para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Agradeço também a todos os patrocinadores, apoiadores e voluntários que fazem a Fenatrigo acontecer. Aproveito para convidar a todos para estarem conosco de 29 de setembro a 3 de outubro de 2027, na XIX Fenatrigo. Esperamos vocês para mais uma grande edição da nossa feira, celebrando a força do agro e a importância do trigo para a nossa região”, concluiu o presidente.

A Abertura da Colheita do Trigo no Rio Grande do Sul é fruto da parceria entre a Sementes Aurora e Associação Fenatrigo, tendo como patrocinadores o Governo do Estado através da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação; o Banrisul e as empresas Sementes Aurora, SLC Máquinas John Deere; Bayer e Biotrigo. 

Representando as entidades que compõem a Associação Fenatrigo, o presidente Airton Becker destacou a importância da realização do evento e da abertura de espaços para discutir os desafios da triticultura. Também como produtor rural, ressaltou a necessidade de aproximar o setor das lideranças e dos governos. “Este evento é fundamental para dar visibilidade à realidade de quem está no campo, promover o diálogo e buscar caminhos para os desafios da agricultura. Como produtor, conheço essas dificuldades e acredito que precisamos unir forças para construir soluções que deem mais segurança e valorizem quem produz”, afirmou.

“O produtor rural enfrenta desafios climáticos, custos elevados e preços que muitas vezes não cobrem os investimentos. Por isso, é fundamental que os governos olhem com mais atenção para a agricultura, garantindo seguro agrícola, preço mínimo e políticas permanentes de apoio a quem produz. Valorizar o trigo é fortalecer o produtor e o desenvolvimento da nossa região e do Brasil”, destacou o Coordenador da Colheita do Trigo Rômulo de Bortoli.

Safra e perspectivas de produção

Conforme dados da Emater/RS-Ascar, a área de trigo no Rio Grande do Sul é projetada em 763 mil hectares em 2026, com produtividade média estimada em 2.833 quilos por hectare. A produção estadual é calculada em aproximadamente 2,2 milhões de toneladas. Embora o volume represente uma redução em relação a 2025, a cultura mantém sua relevância para a economia agrícola gaúcha.

No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de trigo em 5,73 milhões de toneladas em 2026, ante 7,87 milhões de toneladas no ano anterior. A variação reflete principalmente a redução da área semeada e as mudanças na produtividade média.

As condições climáticas seguem entre os fatores acompanhados pelos produtores nesta etapa da safra. No Rio Grande do Sul, as chuvas frequentes e a baixa incidência de radiação solar têm influenciado o ritmo de maturação das lavouras e o avanço da colheita. A umidade também exige atenção à sanidade das plantas e à qualidade comercial dos grãos.

Além das condições do clima, os custos de produção, o crédito e os preços de comercialização integram o planejamento dos agricultores para as próximas safras. Nesse contexto, o acompanhamento técnico e a busca por maior eficiência produtiva são importantes para fortalecer a competitividade da triticultura.--

Jean Patrick Hochmüller Maidana
Crédito Fotos: Jean Maidana / ASCOM PMCA

Jornalista - MTB 17179

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