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ABANDONO, DOENÇA E FOME: A REALIDADE DOLOROSA DE ANIMAIS EM FORTALEZA DOS VALOS
Editora da Revista Viral Apresentadora do Programa Em Foco na Rádio CBS FM e integrante da equipe de jornalismo da Rádio. Assessora de comunicação da Coopeagri Produtora de Conteúdo Digital

Uma realidade que choca e entristece vem à tona em Fortaleza dos Valos. Cães doentes, muitos com tumores, fome constante, estruturas precárias e risco diário de fuga compõem o cenário enfrentado por protetoras independentes que lutam, praticamente sozinhas, para manter vivos cerca de 40 animais. O local, tomado pelo mato e pela falta de estrutura básica, revela uma situação de abandono que vai muito além dos próprios cães: escancara a ausência de apoio e políticas públicas efetivas.

À frente desse trabalho estão apenas três voluntárias: Nicoli, Iracema e Cristiane, do grupo Amor e Patas. Elas conciliam empregos, rotina pessoal e ainda assumem, com recursos próprios, a responsabilidade por dezenas de vidas. “Se a gente gasta com veterinário para um, os outros acabam morrendo de fome. É uma escolha dolorosa todos os dias”, relata Nicoli. Segundo ela, além dos animais no abrigo, há outros tantos sob cuidados nas próprias casas das voluntárias e nas ruas da cidade. “Estamos exaustas física, emocional e financeiramente. Já buscamos ajuda, entramos em contato até diretamente com o prefeito e também com vereadores, que dizem estar trabalhando no caso, mas não temos respostas concretas. Poderiam fazer mais por nós”, desabafa.

O cenário levanta um alerta urgente — e também jurídico. A legislação brasileira é clara: a Lei Federal nº 13.426/2017 determina que os municípios devem desenvolver políticas de controle populacional de cães e gatos, incluindo acolhimento, manejo e proteção. Já a Constituição Federal, em seu artigo 225, estabelece que é dever do poder público proteger a fauna e impedir práticas cruéis, o que inclui o abandono e a negligência. Ou seja, a responsabilidade não pode — e não deve — recair exclusivamente sobre voluntários. Diante disso, o apelo das protetoras ecoa como um chamado à consciência coletiva e à ação imediata das autoridades de Fortaleza dos Valos: é preciso olhar para esses animais com urgência, responsabilidade e humanidade.

Para ajudar essas protetoras, entre em contato com a Nicoli pelo telefone (55) 99126-5203. Doe ração, medicamentos ou até mesmo o seu tempo. Enquanto muitos olham, elas seguem lutando — mas não conseguem mais sozinhas. Cada gesto pode salvar uma vida.

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