Ministro do STF foi advogado de Lula e indicado pelo presidente para integrar a Corte em 2023
O segundo turno das eleições deste domingo (25) foi marcado por uma medida inédita de alcance nacional: a prorrogação do horário de votação das 17h para as 19h, pelo horário de Brasília, por decisão monocrática — tomada individualmente — do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação atendeu a um pedido da campanha de Lula diante de relatos de dificuldades no transporte público para os locais de votação.
Zanin foi advogado de Luiz Inácio Lula da Silva e indicado pelo próprio presidente ao STF em 2023, assumindo o cargo após aprovação do Senado. O ministro, porém, não integra o governo federal: pertence ao Poder Judiciário, institucionalmente independente do Executivo. Sua atuação anterior na defesa de Lula e sua indicação ao Supremo são os vínculos que devem ser apresentados com precisão.
A comunicação da medida ocorreu após o horário inicialmente previsto para o encerramento, quando diversas seções já haviam concluído os trabalhos. Posteriormente, foi esclarecido que a extensão valeria apenas onde as urnas ainda estavam abertas, sem reabertura das encerradas. A mudança também levou à suspensão temporária da totalização dos votos.
O episódio provocou questionamentos sobre a execução da ordem e a diferença de condições entre seções em todos os brasileiros.
