Mesmo com a diminuição da intensidade das chuvas na manhã desta quarta-feira (29), diversos rios do Rio Grande do Sul continuam em níveis de atenção, alerta e inundação, reflexo do grande volume de precipitação registrado nos últimos dias. A previsão indica que a instabilidade ainda persiste e novas chuvas fortes podem agravar a situação em algumas regiões do Estado.
De acordo com os dados mais recentes das estações de monitoramento, o Rio Guaíba, no Cais Mauá (C6), registrava 1,94 metro às 9h, permanecendo em atenção para inundação, apesar de ter apresentado queda de 1 centímetro na última hora. Já na estação da Usina do Gasômetro, o nível era de 1,41 metro, dentro da faixa de normalidade, com redução de 2 centímetros no mesmo período.
A situação inspira maior preocupação em outros cursos d'água. O Rio Jacuí, na estação de Triunfo, atingiu 4,44 metros, subindo 8 centímetros na última hora e permanecendo em alerta de inundação. O Rio Caí, em Passo Montenegro, registrava 6,11 metros, com elevação de 9 centímetros na última hora, mantendo-se em situação de inundação. Já o Rio dos Sinos, na estação de São Leopoldo, permanecia em 4,75 metros, também em nível de inundação, apresentando estabilidade no momento da medição.
A previsão meteorológica para esta quarta-feira reforça a necessidade de atenção. A temperatura deve variar entre 15°C e 19°C, com possibilidade de chuva forte durante a noite, quando são esperados cerca de 38,4 milímetros de precipitação. Para quinta-feira (30), a tendência é de redução das chuvas, com apenas precipitações ocasionais. Na sexta-feira (31), o tempo deve firmar, com previsão de céu claro e temperaturas chegando aos 28°C. No entanto, novas instabilidades voltam a atuar entre o fim de semana e o início da próxima semana, mantendo o risco de novos acumulados de chuva.
A Defesa Civil orienta que moradores de áreas próximas a rios, arroios e regiões historicamente sujeitas a alagamentos acompanhem os boletins oficiais e evitem transitar por locais inundados. Em caso de emergência, a população deve acionar a Brigada Militar, o Corpo de Bombeiros ou o SAMU, conforme a necessidade.
