Noticias | Policial

Caso Oliver: investigação revela histórico da família, suspeitas de maus-tratos em outros estados e apura falhas na rede de proteção

Editora da Revista Viral
Apresentadora do Programa Em Foco na Rádio CBS FM e integrante da equipe de jornalismo da Rádio.
Assessora de comunicação da Coopeagri
Produtora de Conteúdo Digital

Justiça autorizou que a mãe, presa preventivamente por suspeita de omissão, deixasse a penitenciária sob escolta para reconhecer o corpo do filho e viabilizar o sepultamento da criança.

A morte de Oliver Golden Grayson, de apenas 3 anos, continua mobilizando as autoridades e causando grande comoção no Rio Grande do Sul. O menino morreu no dia 8 de julho, após sofrer graves agressões atribuídas ao pai, o missionário norte-americano D'Andre Jermaine Grayson, que confessou o crime e permanece preso preventivamente. A mãe da criança, Mayanna Angelina Rodgers, também está presa preventivamente e é investigada por suspeita de omissão. Paralelamente, a Polícia Civil apura se ela também era vítima de violência física e psicológica praticada pelo marido.

Segundo as investigações, Oliver vivia com os pais e outros quatro irmãos em uma residência no distrito de Águas Claras, em Viamão, onde a família morava em condições consideradas precárias. A casa, de madeira, possuía divisões improvisadas apenas por panos. Conforme a delegada responsável pelo caso, há indícios de que as crianças eram orientadas a esconder os machucados, utilizando roupas compridas e inventando explicações para justificar as marcas pelo corpo. Os quatro irmãos da vítima foram acolhidos em uma instituição de proteção e passarão por avaliações psicológicas e perícias para verificar se também foram vítimas de violência.

As investigações revelaram ainda que a família percorreu diferentes cidades do Rio Grande do Sul antes de se estabelecer em Viamão. Entre os municípios confirmados estão Gramado, Canela, Novo Hamburgo e Viamão, onde atuavam em atividades missionárias. Antes de chegarem ao estado, também viveram em Santa Catarina e São Paulo. As polícias civis desses estados encaminharam documentos e registros de ocorrências com indícios de maus-tratos envolvendo a família entre 2024 e 2025, material que agora integra o inquérito conduzido pela Polícia Civil gaúcha.

Além de esclarecer a responsabilidade de cada um dos pais, a investigação busca identificar possíveis falhas da rede de proteção à infância que possam ter permitido a continuidade das agressões. A Polícia Federal e a Interpol também foram acionadas para verificar os antecedentes do casal e sua situação legal no Brasil. O inquérito deve ser concluído nas próximas semanas e servirá de base para que o Ministério Público defina as acusações que serão apresentadas à Justiça.

Gostou? Veja mais!

Política de privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e realizam funções como reconhecer você quando retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.