Um ataque de abelhas resultou na morte de dois cães na manhã da última quinta-feira (19), em uma residência localizada na Travessa Jacuí, nº 1717, no bairro São Jacob, em Ibirubá. O caso mobilizou vizinhos e o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, que posteriormente identificou uma colmeia de grandes proporções em um imóvel situado aos fundos da casa onde ocorreu o ataque.
Os cães, Chica e Tchuco, estavam soltos no pátio da residência quando foram surpreendidos pelo enxame. Segundo relato da família, a situação começou quando uma vizinha cortava a grama e sentiu ferroadas nas pernas. Ao desligar o equipamento, percebeu que os animais já estavam infestados de abelhas.
Sem conseguir contato imediato com os moradores, a vizinha buscou ajuda. O tutor retornou rapidamente e tentou socorrer os cães, jogando água para afastar as abelhas. Os animais foram encaminhados com urgência para atendimento veterinário, porém não resistiram. Conforme avaliação profissional, cada um sofreu mais de mil ferroadas.
Chica tinha cerca de 14 anos e havia sido resgatada após um atropelamento e ataque de outros cães. Já Tchuco, com idade aproximada de 15 anos, havia sido abandonado sem conseguir caminhar e, após ser acolhido, passou por cuidados e fisioterapia até recuperar os movimentos.
Muito abalada com a perda, a tutora Luana relatou que a mudança para o imóvel havia sido motivada justamente pelo bem-estar dos animais. “Nós nos mudamos para essa casa em abril do ano passado, principalmente para dar mais espaço pra eles. Era o lugar onde eles estavam felizes e seguros. Agora, sinceramente, nem queremos mais ficar lá”, desabafou.
Na sexta-feira, os bombeiros realizaram buscas nas proximidades, mas inicialmente não localizaram a origem do enxame. No sábado, durante nova vistoria, foi encontrada uma colmeia de grande porte no telhado de uma residência localizada aos fundos do imóvel da família.
O caso gerou forte comoção e preocupação entre moradores da região, especialmente pelo risco potencial a pessoas e outros animais, já que o bairro é predominantemente residencial.
A situação também serve de alerta sobre os riscos da presença de colmeias em áreas urbanas e a importância da manutenção adequada dos imóveis, visando garantir a segurança de toda a comunidade.

