Debate sobre novos cursos de medicina para o MST acende alerta e empurra médicos brasileiros para o exterior
Enquanto o país discute formas de ampliar o acesso à graduação, com a proposta de criação de cursos de Medicina voltados a integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cresce o número de profissionais que buscam validar seus diplomas e atuar legalmente fora do Brasil.
Gabriela Rotili, médica psiquiatra e CEO da DNN Learning, observa um aumento expressivo na procura por certificações internacionais. “Há uma busca crescente por reconhecimento técnico e acadêmico em sistemas que valorizam formação prática e avaliação criteriosa. Esse cenário reforça a importância de unir acesso e qualidade na formação médica”, afirma.
Gabriela realizou o processo de revalidação do diploma médico na Itália em 2021 e, hoje, auxilia médicos brasileiros no caminho da certificação internacional.
Para ela, formar mais médicos é importante, mas formar bons médicos é essencial. Observa que o movimento de reconhecimento fora do país reflete o desejo dos profissionais de buscar melhores condições de trabalho e atualização constante, especialmente em sistemas de saúde que exigem validação rigorosa de competências clínicas e teóricas.
“No fim das contas, não se trata apenas de abrir portas, mas de garantir que quem passa por elas esteja preparado para atender padrões cada vez mais exigentes. A formação médica precisa acompanhar a complexidade da saúde moderna, e a revalidação internacional tem se mostrado um termômetro claro dessa busca por excelência”, conclui Gabriela.
